12/02/08

Inesquecível Boémia...





O tempo passa 
jamais apaga 
recordações  
que um dia vivi 
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  Ir até à Vila Alice, estar ali na cavaqueira com os amigos, sentados nos bancos do Largo, e desfilar conversas sobre as miúdas conhecidas enquanto outros faziam malabarismos com as Zundapps nas noites silenciosas.

  As noites passadas no "Veleiro" à entrada da Ilha de Luanda, 007 por baixo do Dancing "A Gruta", Flamingo, Iate, D. Quixote, no Sporting em Cabinda e tantas outras, e ali, sentado, bebia o meu Gin Tónico entre névoas de fumo, sentindo o erotismo dos sons, das palavras ditas até o romper da aurora.

  Das noites dançantes, pegar na toalha e ir refrescar o corpo suado nas águas cálidas do Atlântico ali na praia do Tamar, a seguir à “Boite” que lhe deu o nome.


"Boite Tamar" - 1º edifício à esquerda.


  Sair da esteira e vir cheirar os cheiros do “Mar Vegetal” nas noites em que o corpo se espreguiçava no corpo dolente de uma africana.

  Dos caminhos sem fim, de passos perdidos ou de vidas achadas no calor da noite onde a bebida escorria entre gargalhadas de circunstância depois de um murmúrio, fez parte da minha...

... Inesquecível boémia. Não foi muita, mas foi vivida intensamente.

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