<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791</id><updated>2011-09-30T18:36:05.375+01:00</updated><category term='Angola'/><category term='Luanda'/><category term='África'/><title type='text'>Terra Vermelha</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-800586456876219133</id><published>2011-07-28T21:52:00.007+01:00</published><updated>2011-07-28T22:34:32.939+01:00</updated><title type='text'>Textang</title><content type='html'>&lt;embed src="http://pm3.com.sapo.pt/PSledge_JustOutofReach.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face="Monotype Corsiva" size="1"&gt;Percy Sledge – Just out of Reach&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textang, um dos clubes onde a minha presença era uma constante. Localizado no B. da Boavista onde, com os meus manos e amigas, íamos à praia junto ao porto de abrigo. Foi neste clube que começou um namoro que acabou em casamento, o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao som dos cantores e conjuntos da época, Lindomar Castilho, Roberto Carlos, Nelson Ned, Nilton César, dos Credence, The Archies, Otis Redding, Percy Sledge, do “Tango dos Barbudos”, dos Pasodobles, era na Textang que passava, quase sempre os Domingos à tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostados, de cigarro na boca só para o estilo, de longe mirávamos a rapariga que se pretendia para dançar e fazíamos sinal quase impercetível, para não dar muito nas vistas, que a procura era muita e a oferta pouca.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="20" height="20" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontecia muitas vezes, haver mais que um rapaz a fazer sinal à mesma rapariga e depois era o bom e o bonito quando ela se levantava e pensando que era para nós, passava ao lado e ia dançar com outro. Disfarçava-se o melhor que se podia o caricato da situação e lá íamos de novo para o canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As miúdas casadoiras iam com os pais ou com amigas e o cochichar delas era para nós incómodo pois não sabíamos do que falavam e podia ser um ‘bota-abaixo’ à nossa forma de dançar ou elogios. Só elas é que sabiam do que falavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente fui sempre bom dançarino e embora tivesse passado algumas situações acima descritas, raramente não dançava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ‘travão’ que elas colocavam (braço em frente ao peito), impediam qualquer ‘avanço’ mais malicioso da nossa parte mas, aos poucos, iam cedendo, pois de tanto rodopio as ‘defesas’ iam abaixo e quando davam conta já estávamos encostados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também haviam mulheres mais maduras que iam lá sozinhas para ‘encontrarem’ um parceiro ocasional. Esta história foi verídica e passou-se com um amigo meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez sinal a uma mulher trintona e eis que quando ela se levanta verificámos que coxeava. Como ela veio ao encontro dele que remédio teve ele senão dançar o ‘slow’ que nesse momento tocava. Era uma música do Percy Sledge (nunca me esqueci desse pormenor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá foram eles enlaçados, muito juntinhos, e ela para cima e para baixo consoante o pé que poisava. Quase a música acabada, ele lança-nos um pedido de socorro. Pediu-nos para o rodearmos e para irmos para a casa de banho. Assim fizemos e tinha acontecido o inevitável. Com tanto ‘roço’ o nosso amigo não aguentou e…&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="20" height="20" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Textang_danca.jpg" &gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Calças e cuecas lavadas. Secou-se o mais possível e a camisa ‘cintada’ (muito utilizada na época) por fora, serviu de resguardo ao molhado que se notava. Foi um riso pegado entre nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da farra acabada, vi-a indo pela Avª da Boavista, no seu coxear, perdendo-se no escuro da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://mbrasil1.com.sapo.pt/BVT.html" target="_blank"&gt;Música brasileira dos Bons Velhos Tempos (clicar aqui)&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-800586456876219133?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/800586456876219133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=800586456876219133&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/800586456876219133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/800586456876219133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2011/07/textang.html' title='Textang'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-6797155599461208222</id><published>2010-11-10T18:36:00.008Z</published><updated>2011-07-28T21:11:37.374+01:00</updated><title type='text'>S.M.A.E.</title><content type='html'>&lt;embed src="http://marius70.no.sapo.pt/EleuterioSanches_SerenataaLuanda.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face="Monotype Corsiva" size="1"&gt;Eleutério Sanches&lt;br&gt;Saudades de Luanda&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema dos S.M.A.E., Rua Artur de Paiva – Luanda. Um cinema que marcou muito da minha infância. Parece que ainda estou a vê-lo. Entrada de portão de ferro. Ao fundo, do lado esquerdo, a bilheteira, entrada de tabiques de madeira. Cadeiras dispostas em declive inicial mas depois todas ao mesmo nível. O ecrã com palco onde actuavam os artistas convidados, um pequeno bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema dos S.M.A.E., quantos filmes ali vi. Era certo e sabido que aos fins-de-semana era "obrigatório" ir até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas farras foram lá dançadas, quantos fins de ano ali se passaram. Ali ouvi o fado pelo cantor Vasco Rafael, ali ouvi cantar o meu artista preferido do meu tempo de garoto… Joselito. Veio apresentar o filme “Louca Juventude” (Loca Juventud-1965) e aos pedidos de cantar velhos êxitos dele, “Campanera”, “Malaguena Salerosa” e tantos outros, lá cantou mas a voz já não era daquele “pequeno rouxinol” que tanto me encantou e foi pena ele ter cedido aos pedidos. O meu “Pequeno Coronel” “morreu” ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Joselito.jpg" &gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Dia de praia. Calor abrasador. Ao fim da tarde fui com a minha namorada (na altura, hoje minha mulher) até à SMAE ver mais um filme. Comecei a ficar febril. O corpo tremia, tinha apanhado uma insolação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A namorada perguntava se tinha alguma coisa e eu para não dar parte de fraco dizia que não mas não parava de tremer. O filme decorria e mentalizei-me que não tinha nada. Com o poder da mente aguentei até ao fim e levei a namorada a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois estive uma semana de cama… &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="15" height="15" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema dos S.M.A.E., ali bem perto do Largo Maria da Fonte. Fez parte da minha vida, fez parte da nossa família lá longe, onde o sol castiga mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Mcgregor.jpg" &gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-6797155599461208222?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/6797155599461208222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=6797155599461208222&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6797155599461208222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6797155599461208222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2010/11/smae.html' title='S.M.A.E.'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-6631307180096931372</id><published>2010-07-16T21:18:00.012+01:00</published><updated>2011-09-01T22:25:44.941+01:00</updated><title type='text'>"Casas" que faziam parte da nossa vida</title><content type='html'>&lt;embed src="http://marius70.no.sapo.pt/UCastro_Mulata.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos convivemos com estas "Casas". Faziam parte da nossa vida em Luanda, pois de uma forma geral todos nós as conhecíamos, uns mais que outros por serem deste ou daquele bairro e por isso mais próximos de quem lá vivia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui ficam as publicidades dessas "casas". Para as ver melhor, basta clicar em cima das imagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem morava no meu Bairro de S. Paulo, quem é que não conhecia a "FOTO BELEZA" do pai dos amigos Fernando e Henrique?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://marius70.no.sapo.pt/Foto%20Beleza_Luanda.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Foto%20Beleza_Luanda.jpg" width="300" border= “0”&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A famosa "Pastelaria Vouzelense" dos irmãos Tojal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://marius70.no.sapo.pt/Vouzelense_Luanda.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Vouzelense_Luanda.jpg" width="300" border= “0”&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da "Fábrica de Borracha", no Macambira, junto à nossa Escola João Crisóstomo na Vila Alice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://marius70.no.sapo.pt/Macambira.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Macambira.jpg" width="300" border= “0”&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do "Dantas e Valadas" na baixa luandense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://marius70.no.sapo.pt/DantaseValadas_Luanda.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/DantaseValadas_Luanda.jpg" width="300" border= “0”&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da "Marisqueira Amazonas", com a sua esplanadana, na Avª Restauradores &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://marius70.no.sapo.pt/Amazonas%20_Luanda.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Amazonas%20_Luanda.jpg" width="300" border= “0”&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas recordações!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-6631307180096931372?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/6631307180096931372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=6631307180096931372&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6631307180096931372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6631307180096931372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2010/07/casas-que-faziam-parte-da-nossa-vida.html' title='&quot;Casas&quot; que faziam parte da nossa vida'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-420114628995735577</id><published>2009-12-17T22:39:00.001Z</published><updated>2010-07-16T21:18:43.781+01:00</updated><title type='text'>Angola, Anos 70</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;embed src="http://www.dailymotion.com/swf/x47jkg&amp;autoPlay=0&amp;related=1&amp;canvas=medium" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="341" allowFullScreen="false" allowScriptAccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;font face="Monotype Corsiva" size="4"&gt;Para os amigos e visitantes deste e dos outros meus blogues, &lt;br&gt;Boas Festas e Feliz Ano 2010!&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-420114628995735577?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/420114628995735577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=420114628995735577&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/420114628995735577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/420114628995735577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2009/12/luanda-anos-70.html' title='Angola, Anos 70'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-5780583156128819098</id><published>2009-11-07T17:18:00.007Z</published><updated>2009-12-18T22:39:24.664Z</updated><title type='text'>Da Póvoa a Luanda</title><content type='html'>&lt;embed src="http://marius70.no.sapo.pt/PovoaLuanda.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;em&gt;Tinha eu nove anos,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Quando da minha terra me afastei,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Olhos de criança,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Já com saudades, chorei.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fevereiro de 1962. Eu, mais 3 irmãos (3 rapazes e uma rapariga) dizíamos adeus à terra onde tínhamos nascido, Póvoa de Varzim. Acompanhados pelo nosso tio António, subimos para o comboio rumo a Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/miudos.jpg" border= “0”&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;São, a minha irmã mais velha, eu,o meu irmão Alfa e Jota (leaoverde)&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;em&gt;Mas, a curiosidade de terra nova,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Fez a saudade desaparecer,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Pouca terra, pouca terra,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Minha terra deixei de ver.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para trás ficavam pedaços da nossa vida. Nossos pais aguardavam-nos em Luanda. O meu pai, devido à prole ser imensa (seis filhos) já tinha para lá ido em 1959. Era uma "província (ultramarina) portuguesa" mas teve que ir com uma carta de chamada senão não podia embarcar (em 13 de Abril de 1961, depois da rebelião, disse Salazar: "Para Angola rapidamente e em força". Só devido à guerra é que foi abolida a carta de chamada. Era mais fácil dar o salto para França do que ir para Angola). A minha mãe e mais dois dos meus irmãos, os mais pequenos, foram em 1960.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa foi algo maravilhoso para nós. Ficámos numa pensão ali para os lados do Marquês de Pombal. Subimos no elevador de Santa Justa e vimos a cidade lá do alto. Um dia saímos os três rapazes sozinhos, como se conhecêssemos bem a cidade, olhando montra atrás de montra, cheios de motivos carnavalescos, perdemo-nos. Felizmente encontrámos um polícia e sendo o meu irmão mais velho o de melhor memória, lá conseguimos chegar à pensão onde recebemos um ”raspanete” do meu tio, que já estava preocupado, pudera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 20 de Fevereiro de 1962, embarcámos no navio “Quanza”. O meu tio ficava ali no cais de Alcântara dizendo adeus àqueles quatro sobrinhos, um com sete, outro com nove, outro com 11 e a minha irmã mais velha com 16 anos. À largada, no convés, muitas lágrimas foram vertidas nessa despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Quanza.jpg" border= “0”&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;Paquete Quanza&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;em&gt;Atravessei o oceano,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Para terras desconhecidas,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Quanta gente no velho barco,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Para começar novas vidas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tivesse nascido em terra de mar, os 14 dias que demorou o “Quanza” de Lisboa a Luanda foram, para mim, de suplício. Mas não deixámos de fazer as nossas patifarias dentro do barco, desde ir por corredores em aventuras desconhecidas até à sala das máquinas, retirar os ganchos das redes dos beliches (era queda certa para quem nela se deitasse) até ”namoros” com garotitas da nossa idade, tudo se fez. Ainda hoje me lembro do cheiro do chá e da manteiga que nos serviam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;em&gt;Eu, criança, sem pensar,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Na brincadeira me lancei,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E a terra, onde nasci,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Nunca mais a recordei.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passagem do Equador foi festiva, e com enjoos e golfinhos lá decorreram os dias. Chegámos a Luanda no dia 6 de Março de 1962, dia de Carnaval. Era noite escura. No cais aguardavam os nossos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descida a escada o meu pai sobe e a primeira pergunta que faço é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pai, tem bananas em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E assim começou uma nova vida para aquela família, agora junta, que um dia demandou para terras africanas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/PortoLuanda.jpg" border= “0”&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;Perto do Cinema Miramar. Ao fundo o porto de Luanda onde desembarcámos&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;em&gt;P.S. – A banana, na época, era rara em Portugal. Só a comiam pessoas com posses, daí a minha pergunta.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-5780583156128819098?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/5780583156128819098/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=5780583156128819098&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/5780583156128819098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/5780583156128819098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2009/11/da-povoa-luanda.html' title='Da Póvoa a Luanda'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-6025093463821154847</id><published>2009-10-20T01:28:00.008+01:00</published><updated>2009-11-07T17:23:39.493Z</updated><title type='text'>Olhar de novo o nosso Bairro!</title><content type='html'>&lt;embed src="http://msanzala.com.sapo.pt/ShegundoGalarza_cancao_de_angola.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pela objectiva do meu amigo Luís, vamos de novo dar uma volta pelo nosso Bairro de S. Paulo. Iremos recordar locais que nos foram muito queridos há muitos anos atrás. O que se irá ver não é mais que um recordar. Saber que andamos nestas ruas e vê-las já é bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Luanda, em pesquisa na net, só temos a baía, a Ilha, o Mussulo, os Combatentes e pouco mais. O resto era paisagem. Com estas fotos voltámos a percorrer as nossas ruas (como acontece no tema anterior), as ruas de hoje mas que fazem parte do tempo em que as acácias floriam sobre o nosso olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao som de Shegundo Galarza, "Canção de Angola", voltemos então ao nosso Bairro, à nossa Igreja e aos locais onde fomos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe scrolling="no" src="http://marius70.com.sapo.pt/SPauloI.html" frameborder="0" align="center" width="570" name="Menu" height="520"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      &lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo de bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fotos tiradas em 2008&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-6025093463821154847?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/6025093463821154847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=6025093463821154847&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6025093463821154847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6025093463821154847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2009/10/olhar-de-novo-o-meu-bairro.html' title='Olhar de novo o nosso Bairro!'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-855769489707053555</id><published>2009-08-06T18:49:00.004+01:00</published><updated>2009-08-06T19:36:20.589+01:00</updated><title type='text'>O meu Bairro em Imagens</title><content type='html'>Esta é a minha Rua, a Rua Vereador Prazeres. Nela morei 6 anos (outros 7 anos foram na Rua do Lobito). Foi nesta rua que cresci, brinquei, corri de trotinete e de carros de rolamentos em volta das Bombas de Gasolina que se vê na imagem e jogava à bola no passeio frente à Casa Lisboa. Aqui fiz muitos amigos que ainda hoje os recordo. Era daqui, desta rua, que íamos até às barrocas "voar" para a areia branca. Foi aqui nesta rua, que aprendi a gostar desta terra vermelha, foi aqui que tudo começou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://marius70.com.sapo.pt/SPaulo.html" target="_blank"&gt; &lt;img src="http://marius70.com.sapo.pt/VPrazeres.jpg" border= “0”&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao clicarem nesta imagem irá abrir-se um mapa, o mapa do meu Bairro. Está numerado e tem uns pontos. Basta lá passar o "rato" e irão ver imagens de S. Paulo. Se seguirem a ordem numérica irão passear por S. Paulo como se fossem vocês a lá estar. Como está o nosso Bairro não importa. Estão lá as nossas ruas e isso é que faz parte das nossas memórias, o resto é África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros mapas se seguirão. Os meus agradecimentos ao Dimas Neto, à Afrodite e ao meu amigo Luís pelas fotos enviadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do amigo Luís muitas mais fotos irei colocar numa próxima oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bairro S. Paulo sempre! "Támos" juntos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foto: Luís&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-855769489707053555?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/855769489707053555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=855769489707053555&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/855769489707053555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/855769489707053555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2009/08/o-meu-bairro-em-imagens.html' title='O meu Bairro em Imagens'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-5877491684949742500</id><published>2009-05-20T20:52:00.003+01:00</published><updated>2009-05-20T22:04:03.729+01:00</updated><title type='text'>O Meu Amigo Luís!</title><content type='html'>Somos da geração do fazer o brinquedo com que brincávamos. A uma lata de sardinhas fazíamos quatro furos, dois paus, quatro caricas, um fio e lá puxávamos o nosso carro. Com as caricas colocávamos casca de laranja lá dentro, fazíamos um pista com giz e com os dedos fazendo de mola, zás lá ia carica. Quem saísse fora do percurso começava no sítio onde estava anteriormente. Ganhava quem primeiro cortasse a meta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/PJogocarica.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os carros de rolamentos, as trotinetes, as nossas camionetas de bordão, os nossos papagaios de papel tudo era construído por nós. E éramos felizes! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Pcarrobordao.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://marius70.no.sapo.pt/PercursoJoaoCrisostomo.jpg " width="200" align="left" hspace="10"&gt;&lt;br /&gt;Ir para a escola não era o papá ou a mamã que nos levava de carro, íamos a pé e a escola ficava a km do local onde morávamos. Eu e o meu amigo Luís que, segundo a “lenda”, fui eu que o baptizei de «Periquito» e ainda hoje é conhecido por esse nome de baptismo &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="15" height="15" border="0" /&gt;, filho do dono da Sapataria S. João, partíamos da Rua Missão de S. Paulo em frente à Igreja de S. Paulo até à Escola Industrial no 1º ano e depois até à Escola Preparatória João Crisóstomo no 2º ano em frente à Fábrica Imperial de Borracha no Macambira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazíamos geralmente dois percursos para a João Crisóstomo, ou íamos pelo Musseque Marçal, Rua Senado da Câmara, e seguíamos sempre em frente ou íamos pela Rua Garcia da Orta da Electro-Montadora, virávamos na Av. Brasil e depois Senado da Câmara em direcção à escola. Ao olhar para o mapa é que verifico o que andávamos nessa altura, eu tinha 12 e ele 11 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na João Crisóstomo fizemos a comunhão Pascal no terraço, com um sol impiedoso onde algumas crianças chegaram a desmaiar. Posteriormente colocaram um telhado nesse terraço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Sapataria estudávamos ou íamos brincar até ao embondeiro que havia num terreno baldio.  E éramos felizes!... Hoje as crianças já não sabem brincar assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois perdi-lhe o rasto. Passados 40 e tal anos por um mero acaso (tal como o meu amigo Flávio, bendita net) voltei a encontrá-lo. Sei que está bem e um dia voltarei a olhar o rosto deste meu amigo que, como eu, andamos todos estes anos à procura um do outro. Curiosamente ele nunca se esqueceu do meu nome completo. Eu já não posso dizer o mesmo, para mim era o «Periquito» e «Periquito» para sempre ficou!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-5877491684949742500?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/5877491684949742500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=5877491684949742500&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/5877491684949742500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/5877491684949742500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2009/05/o-meu-amigo-luis.html' title='O Meu Amigo Luís!'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-8983455051022647912</id><published>2009-03-25T22:31:00.005Z</published><updated>2009-10-20T01:28:27.524+01:00</updated><title type='text'>Bar Cravo</title><content type='html'>&lt;embed src="http://msanzala.com.sapo.pt/TLando_Eu_Vou_Voltar.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Bairro de S. Paulo, Bar Cravo na esquina entre a Travessa de S. Paulo e a Rua dos Pombeiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://msanzala.com.sapo.pt/1BarCravo.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A acompanhar as Nocais, lá vinham uns camarões, uns pratinhos de torresmos, ou uma dobrada bem picante de jindungo que era para se beber mais cerveja para “apagar” o fogo que nos consumia as entranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O amigo Mota, empregado do bar, deambulava por ali servindo as mesas com profissionalismo e quando nos via, a mim e aos meus dois irmãos, dizia: «Ali vêm os irmãos McGregor’s»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Mas desta vez estava no Bar sozinho. Bebia sem moderação, não ia conduzir, também não podia pois ainda não tinha carta e naquela altura não havia o slogan se beber não conduza. Curioso é que as estatísticas dizem que 30% dos acidentes são provocados pelo excesso de álcool, o que significa que os outros 70% são provocados por quem bebe... água! Devia era ser proibido beber água antes de conduzir! &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Mas voltemos ao Bar Cravo. Mesmo com a guerra civil dentro de Luanda, aquele bar estava sempre cheio e como a cerveja já não abundava, tinha-se obrigatoriamente que ser acompanhada com pratinhos dos ditos cujos, a pagar claro. Eram pratos empilhados cheios de  torresmos, dobrada e afins mas a mesa cheia de garrafas vazias de Cucas e Nocais que a sede apertava e o calor era imenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; De regresso a casa, morava na Rua do Lobito, já com as ideias um pouco difusas, sentei-me no meu quarto e na semi-obscuridade, escrevi... escrevi... escrevi!..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Trevas&lt;/center&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Com o cérebro toldado&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Por vagas alcoólicas ingeridas,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Versos relembrando o passado,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Coisas de há tanto tempo, volvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Na tristeza e solidão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Lembro-me de coisas queridas,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Recordo com emoção&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Extractos da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Minha terra à beira-mar,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Que me chama a clamar,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ondas na areia batendo,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Meu queixo de frio tremendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Gente conhecida vai passando,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Na minha imaginação febril,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Loucuras na mente vagando,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Meu cérebro com as trevas lutando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ai, quantas viagens infinitas!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Na escuridão imaginando,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Quantas filhas paridas,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Com fome e sede gritando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Oh!.. que mundo cruel,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Que lembra o fel sobre o mel,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; No peito de alguém tem guarida,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Os soluços de uma mulher perdida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Procuro novamente concentrar,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Minhas ideias toldadas,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Procuro-me encontrar,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Loucura e imaginação aliadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Continuo neste mundo de trevas,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; No qual o álcool me ajuda, &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Lembro os horrores das guerras,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; À geração futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E nesta escuridão sem fim,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Escrevo coisas de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Tu mulata nocturna,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Que meu coração queres agarrar,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Teus olhos são como luzes mudas,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Que reflexos querem lançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mas ó coração!,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Que o cérebro toldado não vê,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Que começa uma paixão,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mulata, tens-me à tua mercê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Sonhos e mais sonhos,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Na cabeça vão passando,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Continua o cérebro toldando,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Pensamentos no coração os ponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Quanta desilusão,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ébrio continuo escrevendo,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Versos que saem do coração,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Coração quase morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mas que sopro de vida,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Na penumbra contra a morte lida,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Abre-se um sorriso no peito tremente,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mulata, no teu coração, dá-me guarida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Continuo vagando,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Em emoções sem fim,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mas que queres tu minha vida?!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Que queres tu mais de mim?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Meu peito abre-se em pranto,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Lágrimas vou enxugando,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Tristeza quão galeão,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Em minha alma vai navegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Os tímpanos a arrebentar,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Olhos tristes a chorar,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Será realidade meu Deus?…,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ou serão sonhos meus?…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ao longe música suave escuto,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Relembrando o meu passado,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Contra as trevas luto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Trevas do meu cérebro toldado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Maldito álcool sejais,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mas continuo a beber mais,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Porquê isto?...não sei,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Contra as trevas, não mais lutei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Meu coração está vazio,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Rio-me neste mundo perdido,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Atinjo o auge da loucura, &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ai vida que me tortura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Continua a mente vagando,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Recordações vão passando,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mas…, tenho que reagir,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Não…, não quero partir,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Para o mundo do além,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mas peço ajuda a quem?!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Não tenho ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Suor escorre pelo meu rosto,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Sujo como negro fosso,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Negro cavalo, alfanje em punho,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Caveira horrenda, negro manto roto,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Minha alma está querendo matar,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E eu, sem forças, estou a rezar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E,… milagre meu Deus!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O cérebro das trevas se afastou,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Os pensamentos são novamente meus,&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E,… quem me ajudou?!!!…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;em&gt;«Mário vem comer, o jantar está na mesa» - Ouvi ao longe, a voz da minha Mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                Luanda-1970&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;                                   Marius70&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;em&gt;Foto: Afrodite&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-8983455051022647912?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/8983455051022647912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=8983455051022647912&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/8983455051022647912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/8983455051022647912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2009/03/trevas.html' title='Bar Cravo'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-6033546291955680359</id><published>2009-03-13T10:10:00.003Z</published><updated>2009-03-26T03:31:31.913Z</updated><title type='text'>Regresso ao Passado...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://marius1.no.sapo.pt/bonanza1.wav" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/BD.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Todos nós, durante um período da nossa infância ou mesmo na nossa juventude, fizemos sempre uma pequena colecção; de selos, de soldadinhos, de cromos (não desses que se vêem muito hoje em dia na televisão), de moedas, de caixas de fósforos e outras que fizeram a delícia da nossa meninice. As trocas que fazíamos com o parceiro: - «Toma lá o Camões 16 e troca-me pelo 24 do Lucky», apontando no quadriculado os nºs que tínhamos e aqueles que nos faltavam e assim pouco a pouco mais uma colecção ficava pronta. E era isto durante anos. Hoje ainda continuo a fazer colecções, não de cromos, mas de selos e moedas de todo o mundo, de soldados de chumbo (onde pontificam os romanos) e de damas de trajes antigos. Mas há colecções que ficaram gravadas na nossa memória, as de Banda Desenhada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Que saudades do Mandrake e o seu companheiro Lotário, do Mascarilha e do seu cavalo Silver, do Tarzan, do Batman, do Roy Rogers, do Zorro, do Kit Karson, do Buffalo Bill, Sir Lancelot, do Cisco Kid e do seu Corisco e tantos outros Heróis da BD. Eram o «Mundo de Aventuras», o «Falcão», o «Condor», as «Selecções», o «Príncipe Valente», o «Mosquito». Era o ir ao quiosque do Sr. Antas, ali na esquina entre a Paiva Couceiro e a Rua Missão de S. Paulo (eu, os meus irmãos, o amigo Flávio, Tonito, o amigo Luís “Piriquito” éramos clientes assíduos) e, entre uma compra levava-se dois dentro da camisa. E “devorávamos” aquilo. No dia seguinte íamos lá trocar por outros e claro que pagávamos uma quantia (que não preciso agora) e era assim que esse mundo de fantasia que a BD nos dava, que fazia de nós os heróis de muitas aventuras, ora brincando de polícias, aí éramos o Dick Daring, ou lançávamos de cipós (cordas) como o Tarzan (tanto nas barrocas como no embondeiro que existia no baldio por detrás do quiosque).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/LQuiosquedoSrAntas.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;Quiosque do Sr. Antas à esquerda. Mais tarde, nesse baldio, seriam construídos prédios e lá se foi o Quiosque&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Não sei se hoje a juventude ainda lê e vibra com as aventuras da BD. O que vejo são crianças sentadas em frente ao televisor, não exercitando o corpo todo numa luta contra os maus mas somente exercitando os dedos num jogo de uma “playstation” qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius1.no.sapo.pt/prinicipevalente.jpg"&gt; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://marius1.no.sapo.pt/royrogers.jpg"&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Buffalo.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/dick.jpg"&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/kit.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/lancelot.jpg"&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/mandrake.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/mascarilha.jpg"&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://marius1.no.sapo.pt/tarzan.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Tarzan3.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tu Jane?!... Também tu não compreendes os homens? «Mi Tarzan...»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-6033546291955680359?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/6033546291955680359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=6033546291955680359&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6033546291955680359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6033546291955680359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2009/03/regresso-ao-passado.html' title='Regresso ao Passado...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-1776807993803395681</id><published>2009-02-23T17:54:00.003Z</published><updated>2011-09-26T04:21:02.415+01:00</updated><title type='text'>A carteira</title><content type='html'>&lt;embed src="http://musicafricana.com.sapo.pt/Bonga%20-Turma%20do%20bairro.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;em&gt;Este tema dedico ao meu amigo Flávio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setembro de 1963 - Visita do Presidente da República, Almirante Américo Tomás, a Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, o meu grande amigo Flávio e um outro amigo (Carlitos, Pedro, Tonito?), fomos até ao Posto da Polícia na Rua António Enes para receber bandeirinhas de Portugal para a recepção ao Presidente da República que dentro de dias iria visitar Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e o Flávio, ambos com onze anos na altura, éramos amigos inseparáveis. Para além das corridas de trotineta que fazíamos na nossa Rua Vereador Prazeres, era ver-nos nas barrocas a “voar” para aquela areia branca ou colocar visgo nas árvores para apanhar pássaros. No Bairro Miramar, não havia figueira que escapasse ou uma goiabeira que ficasse com todas as goiabas à nossa passagem. No armazém do Sr. Mota atirávamos por cima daqueles sacos cheios de grãos de café. Éramos uns putos reguilas, brincalhões, mas de uma pureza incrível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já com as bandeiras na mão e, como sempre, na brincadeira, eis que um de nós repara numa carteira que estava junto do pneu de uma camioneta. Um olhar em volta e ninguém por perto à procura dela. O que fazer? Entregar no posto da Polícia? Vamos até às barrocas decidir que destino dar àquela carteira. Chegados lá, aberta a carteira, verificámos que continha cerca de 1300 escudos, na época uma fortuna. Sonhamos o que fazer àquele dinheiro depois de dividido por três. A primeira ideia, comprar umas espingardas Flóber para caça aos pássaros. Mas como iríamos justificar essa compra aos nossos pais pois éramos uns ”tesos”?  Indecisos fomos até ao prédio onde morava o Flávio e num local isolado voltamos a pegar no assunto. 1300 escudos era muito dinheiro. Remirámos a carteira. Nela continha algumas fotos e documentos. Estava lá a morada do dono da carteira, Bairro Operário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://msanzala.com.sapo.pt/VPrazeresPMota.jpg" width="500"&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;Prédio do Sr. Mota onde morou o Flávio e nos anexos a minha irmã&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;...E, aqueles três miúdos num rebate de consciência e devido à sua formação moral incutida pelos seus pais, foram à procura da rua que ficava mesmo no inicio do Bairro Operário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://leaoverde.com.sapo.pt/14_3%20Angulo%20Bairro%20Operario.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Chegados à casa, olham pela entrada e ao fundo, sentado num banco, curvado, com a cabeça  entre as mãos, rosto amargurado, estava o dono da carteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos e entregamo-lhe a carteira. O homem olhou para aqueles miúdos não acreditando no que estava a acontecer. Naquela carteira estava todo o seu vencimento do mês. Ele julgava-o perdido para sempre. Creio que até os seus olhos emudeceram, pegando na carteira, balbuciando palavras agradeceu-nos e mesmo ali deu-nos uma certa quantia para podermos comprar não as Flóber mas, talvez, para um simples bolo ou gelado ali na “Pastelaria Vouzelense”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://msanzala.com.sapo.pt/Vouzelense2008.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Tenho a impressão que ainda saímos dali lastimando a espingarda que não tivemos mas orgulhosos por sabermos que naquele mês ninguém naquela casa iria passar fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E, de peito inchado pela acção praticada, voltámos para as nossas brincadeiras de crianças ali na Rua Vereador Prazeres no meu bairro de sempre, S. Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/FlavioEu.jpg" border= “0”&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;O meu amigo Flávio na direita. Eu estou atrás.&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;P.S. – Muito do que aqui foi escrito foi-me contado pelo telefone pelo meu amigo Flávio. Incrível que ao fim de mais de quarenta anos, nem eu nem ele nos esquecemos deste episódio e sabíamos que isto se tinha passado com nós os dois. São amizades que ultrapassam décadas e que situações como esta permaneçam tanto tempo na nossa memória.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;em&gt;Foto do prédio do Sr Brás e Vouzelense – Dimas Neto&lt;br /&gt;do Bairro Operário – foto da net&lt;/em&gt;&lt;/fonte&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-1776807993803395681?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/1776807993803395681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=1776807993803395681&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/1776807993803395681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/1776807993803395681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2009/02/carteira.html' title='A carteira'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-5015769145362124474</id><published>2008-11-05T10:55:00.009Z</published><updated>2009-02-23T17:53:05.651Z</updated><title type='text'>A "Falsa" Namorada</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://musicafricana.com.sapo.pt/Tropical%20Band%20-%20Quem%20e%20ela.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="false" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/EILuanda.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;                                 &lt;FONT size=0,1&gt;&lt;EM&gt;Foto muito antiga da Escola. No meu tempo já tinha gradeamento a toda a volta. Foi na rua que se vê do lado direito que aconteceu a história&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; A Escola Industrial de Luanda foi um marco na minha vida. Não só porque estudei lá mas também por tudo o que significou para mim, pois foi devido a ela que consegui um bom emprego como desenhador na “Edal – Estofos de Angola”. Curiosamente uma profissão que nada tinha a ver com o Curso que estava a tirar que era de “Montador-Electricista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Daquelas janelas vi nascer o “Cinema Império” (hoje “Atlântico”), e via um pouco dos filmes que lá corriam já que era um Cinema aberto lateralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Cinema_Atlantico.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Andei na Industrial no 1º ano do Ciclo Preparatório. Devido ao excesso de alunos, no ano seguinte transitamos para a Escola João Crisóstomo no “Macambira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Da Rua Vereador Prazeres no B.º S. Paulo, onde morava, até à Escola ainda era uma caminhada e a pensar que tínhamos na altura 10/11 anos. Os jovens de hoje já não estão para andar tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ia pela Rua Missão de S. Paulo, onde me encontrava com o meu amigo Luís, o “periquito”, filho do dono da “Sapataria S. João” e lá íamos em frente atravessando a Paiva Couceiro, ou pela Av. D. João II, pois tínhamos um amigo numa dessas ruas transversais e assim era mais um até à Escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Quando não havia aulas, ia-se jogar aos “matraquilhos” na loja do Sr. Inácio que ficava por detrás da Escola ou jogava-se à bola nos campos que já lá havia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O Director Beirão era terrível, quando alguém se portava mal era certo e sabido que lá levávamos uma suspensão e um bofetão. Claro que o nosso Professor de "Religião e Moral" era uma vítima das nossas patifarias, mas curiosamente tive sempre boas notas a essa disciplina. Eu, como tantos outros, tivemos o “raspanete” do Director e dois dias de suspensão por algo que colocámos em cima da cadeira. Coitado do professor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Voltei dois anos mais tarde à Escola Industrial como trabalhador/estudante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Trabalhava na “União Comercial de Automóveis” no B.º da Boavista. Subia as “barrocas” ia a casa (já na Rua do Lobito) comer qualquer coisa, e lá ia para a Escola, como sempre a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Um dia, quase a chegar à Escola, sinto alguém agarrar o meu braço em desespero. Olho para o lado e vejo uma moça negra implorando: «Diga que sou a sua namorada». Do outro lado da estrada, um indivíduo mal-encarado dizia em voz alta: «Sua p... estás a agarrar-te ao branco para te protegeres, mas vais ver o que te faço!». Eu sem perceber patavina do que se estava a passar, ao olhar aflitivo da rapariga, defrontei o sujeito e disse-lhe: «Se tocas num cabelo da minha namorada estás feito é comigo».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; E continuei a caminhar com ela agarrada ao meu braço até à entrada principal da Escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Antes de entrar, ela olhou-me e só disse: «Obrigada!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Seguiu calmamente o seu caminho. Fiquei a olhar até vê-la desaparecer por detrás do embondeiro que ficava defronte ao Liceu Feminino. Por uns instantes tive uma namorada que não conhecia de nenhum lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/EscILuanda.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Fiz na Escola o curso. Depois transitei para o Instituto Industrial que era todo feito de madeira. Não acabei pois preferi ir para a tropa e acabar o Instituto depois. Mas foi um sonho que se acabou com a Revolução de Abril, estava nessa altura em Cabinda, na floresta do Maiombe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-5015769145362124474?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/5015769145362124474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=5015769145362124474&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/5015769145362124474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/5015769145362124474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/11/falsa-namorada.html' title='A &quot;Falsa&quot; Namorada'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-1278199773791358625</id><published>2008-07-16T02:56:00.003+01:00</published><updated>2008-11-05T21:12:47.705Z</updated><title type='text'>Namoro Não!</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://marius70.no.sapo.pt/Four_Tops_Reach_Out_Ill_Be_There.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="false" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/separacao.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Uma bofetada fez-lhe voltar à realidade. Tinha-se esquecido onde estava. O seu mestre, na oficina, perguntava se estava a dormir na forma. Por acaso estava, pensava nela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Enquanto as raparigas riam-se nos corredores da Escola João Crisóstomo, ele permanecia cá fora tentando vê-la. O seu coração batia descompassado quando a viu, ali estava ela no piso de cima olhando para ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Acabadas as aulas ele, sem jeito, acompanhava-a até à Vila Alice. Morava numa rua perto do Largo Cesário Verde. Olhos castanhos, cabelo comprido, rosto bonito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Conversas banais de um coração apaixonado. Era a mulher da vida dele pensava aquele puto, metade adolescente, metade criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O tempo passava e ele sempre vidrado naquela mulher, como se ela fosse a única, como para além dela mais não houvesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;As amigas dela eram as dele, para mais perto poder estar. Iam ao cinema, toda a família pensava que ali havia namoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Escola Industrial de Luanda, mais uma vez ele a esperava. Andavam na mesma escola em turnos diferentes. Ele, trabalhador/estudante, ia para as aulas nocturnas, ela estava de saída das aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Devagar, caminhavam lado a lado. Da Vila Clotilde para a Vila Alice passavam perto de uma escola primária, em frente estava a casa da sua professora de Ciências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ele decidiu-se. Olhando-a nos olhos, com a paixão que sempre o tinha acompanhado naqueles anos todos, pediu-lhe namoro! Ela disse que não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ao longe uma música tocava, é esta que estão a ouvir, dela só o seu nome restou, M. J..&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-1278199773791358625?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/1278199773791358625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=1278199773791358625&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/1278199773791358625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/1278199773791358625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/07/namoro-no.html' title='Namoro Não!'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-1981190124424170507</id><published>2008-02-12T12:33:00.007Z</published><updated>2008-10-24T21:27:13.746+01:00</updated><title type='text'>Terra Vermelha</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://msanzala.com.sapo.pt/WBastos_SaboresDaTerra.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="true" width="80" height="27"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/terravermelha.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Terra vermelha que os meus pés pisaram em grandes correrias, em jogos de bola, em voos de pássaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Terra vermelha que me viu crescer, dos namoricos das kilumbas, das cubatas entradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Terra vermelha na qual caí em saltos de acrobata, em quedas na máscara, de arma na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Terra vermelha, das quitandeiras a apregoar a mandioca, a fuba, os cachos de banana, a paracuca, o jindungo, envoltas nos seus trajes multicolores de africana que preza ser, dos Kimbandas que tudo cura, das makas nos Recreativos, da cor que dás ao pôr-do-sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Terra vermelha, terra do musonge (acácias), do imbondeiro e da velha mulemba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Terra vermelha quanto sangue ficou em ti derramado por ódios explorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Terra vermelha que assististe ao abandono, ao choro chorado daqueles que por ti choraram na hora da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Terra vermelha que um dia a mim voltaste relembrando-me o quanto fui feliz na tua terra vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Terra vermelha dessa cidade que nunca esquecerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=1&gt;P.S. - O meu agradecimento ao meu amigo Jorge (Daflon), que me trouxe, há pouco tempo, um pouco dessa terra vermelha de Luanda (na imagem). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:void(tmp=open('http://mariu.no.sapo.pt/BarroVermelho.html', 'weblogs', 'toolbar=no, scrollbars=yes, resizable=no, menubar=no, status=no, right=0, directories=no, location=no, width=500, height=630'))" target="_self" title="don't click"&gt;&lt;FONT COLOR="FFFFFF"&gt;Poema da Letinha - Barro Vermelho&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:void(tmp=open('http://mariu.no.sapo.pt/TVermelha.html', 'weblogs', 'toolbar=no, scrollbars=yes, resizable=no, menubar=no, status=no, right=0, directories=no, location=no, width=600, height=610'))" target="_self" title="don't click"&gt;&lt;FONT COLOR="FFFFFF"&gt;Poema da Laura - Terra Vermelha&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-1981190124424170507?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/1981190124424170507/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=1981190124424170507&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/1981190124424170507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/1981190124424170507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/02/terrra-vermelha.html' title='Terra Vermelha'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-2577556468701096444</id><published>2008-02-12T04:22:00.002Z</published><updated>2008-10-23T17:47:26.740+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luanda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>B.º S. Paulo - Luanda</title><content type='html'>&lt;embed src="http://musicafricana.com.sapo.pt/Eduardo%20Paim-%20Sao%20Saudades.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/B.S.Paulo.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; No B.º S. Paulo morei&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Na Rua Vereador Prazeres&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Naquelas ruas brinquei&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Vi rostos de muitos sofreres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Fazíamos corridas aos centos&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Junto às bombas de gasolina&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; De trotineta ou carros de rolamentos&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Muitos éramos há partida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Jogávamos à bola ali perto&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Em frente à Casa Lisboa &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Num terreno deserto&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Havia pancadaria da boa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; No velho Cinema Colonial&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Da geral ou plateia tanto faz &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Dizia-se em barulheira infernal&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; “Artista... olha na tua atrás”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Bar Cravo, Magestic ou Mariazinha&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Rua do Ambaca, Benguela, Lobito&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Fazem parte como se adivinha&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Do tempo em que dizia: «Em Luanda... fico!».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mas a vida deu uns safanões&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E um novo sopro saiu do auro&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Agora só restam as recordações&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Do meu lindo Bairro... S. Paulo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aiuê Angolê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;P.S. - Vou aqui colocar o poema da minha amiga Laura do blog  &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;a href="http://resteadesol.blogspot.com/" target="_blank"&gt;"Réstias de Sol"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Esta minha amiga Laura, minha vizinha em Luanda, ficou surda aos 6 anos. A professora achava que era tempo perdido ensinar uma surda a saber ler e escrever. Mas a Laura nunca esmoreceu, soube dar a volta por cima e hoje escreve e sente como ninguém a voz do silêncio... do seu silêncio! Um dia sabendo o que quanto ela tinha para nos dar "ofereci-lhe" um blogue, o "Réstias..." e, assim, é ver a minha amiga Laura colocar lá todos os seus sentimentos em forma de prosa ou poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Nelas retrata a sua vivência e o seu amor por um Bairro (o nosso B.º S. Paulo), e acima de tudo por uma cidade que foi o grande amor da sua vida... Luanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Neste poema a Laura lembra aquela idílica Ilha que faz parte do imaginário de cada um de vós e que nós, em Luanda, bem a conhecíamos quando o barco "Kapossoca" atracava no cais e éramos recebidos com colares de missangas,... a Ilha do Mussulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Poema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quero ser de novo a garota feliz, lá do bairro,&lt;br /&gt;Quero sair por aí, passear na minha ilha,&lt;br /&gt;Conversar com meus amigos&lt;br /&gt;Correr com eles pela praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogar ao ringue, dar ao arco, mergulhar lá no charco&lt;br /&gt;Que tinha na minha ilha, quando a maré vazava&lt;br /&gt;E não havia maralha que resistisse a saltar,&lt;br /&gt;A berrar pelas alforrecas que dançavam ao nosso redor&lt;br /&gt;E nos faziam correr, chorar e gritar de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ir para a minha ilha&lt;br /&gt;Encontrar um pescador vê-lo a deitar as redes,&lt;br /&gt;E ir com ele pelo mar na canoa a flutuar&lt;br /&gt;Ter a qualquer lugar, que lá na nossa ilha&lt;br /&gt;Era tudo ao pé da mão, podíamos apanhar&lt;br /&gt;Mamões, bananas e papaias lá nas praias,&lt;br /&gt;As mangas eram um nunca mais acabar&lt;br /&gt;Era saltar dentro da água e comer até fartar,&lt;br /&gt;Para as mãos não ser preciso ir lá fora lavar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ir à minha ilha, sentar ali ao pé dela&lt;br /&gt;Falar da minha vida e o que tem sido&lt;br /&gt;O meu regressar a outra terra, a outro mar&lt;br /&gt;Dizer-lhe bem no ouvido, que, mesmo de longe&lt;br /&gt;A continuo a amar!...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-2577556468701096444?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/2577556468701096444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=2577556468701096444&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/2577556468701096444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/2577556468701096444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/06/b-s-paulo-luanda.html' title='B.º S. Paulo - Luanda'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-8599960403227310931</id><published>2008-02-12T03:24:00.001Z</published><updated>2008-06-07T01:24:10.150+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luanda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>Domingo à Tarde!...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://marius70.no.sapo.pt/esdomingo_ditarde.wma" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius1.no.sapo.pt/mulher.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Longe vão os tempos em que no Domingo à tarde se ia dançar ali para o Bairro da Boavista na Textang, Ferrovia, Terra-Nova, Casa do Minho ou no Transmontano e dançar ao som do Nelson Ned. Depois, pegar na toalha e ir desfrutar das águas cálidas do Atlântico, na praia da Floresta, na de S. Jorge, no Restinga, na Tamar, na Praia do Sol, até o sol se afundar no mar e ouvir o silvo como se ele fosse esfriando para esse mesmo sol se transformar em Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;Longe vão os tempos que nos Domingos à tarde se ia beber umas Cucas ou umas Nocais acompanhando uma boa lagosta ou umas gambas de estalo, à Biker, ao Amazonas ou uma dobradinha ali no Bar Cravo e ser considerado um dos MacGregors.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Longe vão os tempos em que no Domingo à tarde se ia a uma Matiné dançante no Tropical, ou ver o “Cazumbi” programa de variedades e de entretenimento no Miramar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Longe vão os tempos em que ir ao cinema era como ir ao Teatro Avenida onde, a uma pausa de um concerto de um pianista, o povo se levantava e logo se sentava pois aquilo era só uma pausa, um descansar de mãos momentâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ir ao cinema era ver as garinas, dar um assobio e elas ruborescerem. Era ver o "El Cid - o campeador", Sansão e Dalila, Trinitá- cowboy insolente, filmes onde as pistolas tinham balas que nunca mais acabavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ir ao cinema era; mirar a Marginal, o mar, as barrocas e sonhar por um país que afinal nunca o chegou a ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Domingo à tarde era uma ida ao Cacuaco, a Viana ou um passeio até à Ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Domingo à tarde era dia de jogo nos Coqueiros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Domingo à tarde era altura de passear com a namorada, da mão marota, do descobrir novas emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Agora no Domingo à tarde Josefina, estendida na esteira, vai olhando para a porta da palhota ouvindo “esdomingo_ditarde”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Até este Domingo já não é o que era!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="20" height="20" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-8599960403227310931?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/8599960403227310931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=8599960403227310931&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/8599960403227310931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/8599960403227310931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/06/domingo-tarde.html' title='Domingo à Tarde!...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-1487811494418709763</id><published>2008-02-12T03:20:00.003Z</published><updated>2008-06-07T01:24:28.628+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luanda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>O Despertar!...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://musicafricana.com.sapo.pt/Paulo%20Flores%20-%20Menina%20Voce%20Abusa.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/africana.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Entrei a medo. Uma lamparina iluminava vagamente o interior mostrando uma pequena cómoda e pouco mais. Na parede uma imagem protectora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Olhei para ti. Deitada na esteira, aguardavas-me como se esse acto fizesse parte do teu dia a dia. Confesso que bebi um pouco para ter a coragem suficiente para te bater à porta. Cá fora, o bulício próprio das noites quentes de África, homens procuravam mais uma noite de prazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De vez em quando gritos ecoavam, uma mão caía com força na cara de uma mulher obrigando-a a prostituir-se para os seus vícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Em cada porta havia um corpo desgastado pelo tempo aguardando que um olhar se voltasse para ele a fim de que mais uma migalha de pão pudesse ser tragado pelo candengue que na escuridão da cubata a tudo assistia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Mas tu não, aguardavas-me silenciosa perscrutando-me com os teus olhos negros. Sinto que sorriste ao de leve ao sentires a minha atrapalhação. Fizeste-me sinal para me sentar a teu lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Deslizaste a mão suavemente pelo meu corpo suado. Corpo imberbe ainda, onde aqui e ali um pequeno tufo de pelos anunciava o fim do adolescente e o principio do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;No meu jeito desastrado, como a descobrir a essência do corpo de uma mulher, procurei corresponder mas, os sentidos nublados pelo etílico inibia-me o gesto, o movimento e, a mão, quedou-se nos teus peitos hirtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pouco a pouco foste-me retirando cada peça de roupa, o teu corpo de corça enroscou-se no meu, os sentidos foram despertando lentamente como se a fronteira existente entre o adolescente e o homem fosse um pequeno abismo que tivesse que ser transporto não de um salto mas sim, como se tivesse que contornar cada obstáculo, devagar, devagarinho saboreando ao máximo o abandono do corpo de menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Depois o êxtase, o clímax, deitado a teu lado, o meu corpo de homem abraçou o teu cor de ébano e adormecemos profundamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-1487811494418709763?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/1487811494418709763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=1487811494418709763&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/1487811494418709763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/1487811494418709763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/06/o-despertar.html' title='O Despertar!...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-6135316368845002706</id><published>2008-02-12T03:19:00.001Z</published><updated>2008-06-07T01:24:45.941+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luanda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>Cheiro do Mato</title><content type='html'>&lt;embed src="http://msanzala.com.sapo.pt/Bonga_Cheiro_Do_Mato.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/carrobordao.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;Ai que saudades do tempo em que o mundo rolava e eu criança brincava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que saudades do tempo em que fazia os meus brinquedos de bordão e as pessoas eram para mim puras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que saudades do tempo em que o sol descia e subia naquela baía e eu o contemplava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que saudades das minhas tardes de Domingo e dos amores de horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que saudades do cheiro do mato, da terra vermelha e das quitandeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que saudades do tempo em que a vida corria sem mágoas nem canseiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que saudades de tudo o que passei, mesmo sabendo que em cada dia eu mais crescia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que saudades das saudades que tinha de ti Luanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou um homem sem saudades pois tudo na vida morre… até as saudades!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-6135316368845002706?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/6135316368845002706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=6135316368845002706&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6135316368845002706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6135316368845002706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/06/cheiro-do-mato.html' title='Cheiro do Mato'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-6272105324457959364</id><published>2008-02-12T03:15:00.002Z</published><updated>2008-06-07T01:25:06.953+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luanda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>Inesquecível Boémia...</title><content type='html'>&lt;EMBED SRC="http://pm3.com.sapo.pt/JIglesias_Inesquecivel%20Boemia.mp3" AUTOSTART="false" HIDDEN="false" LOOP="true" width="80" height="27"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/boemia.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O tempo passa &lt;br /&gt;jamais apaga&lt;br /&gt;recordações &lt;br /&gt;que um dia vivi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;.................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Ir até à Vila Alice, estar ali na cavaqueira com os amigos, sentados nos bancos do Largo, e desfilar conversas sobre as miúdas conhecidas enquanto outros faziam malabarismos com as Zundapps nas noites silenciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; As noites passadas no "Veleiro" à entrada da Ilha de Luanda, 007 por baixo do Dancing "A Gruta", Flamingo, Iate, D. Quixote, no Sporting em Cabinda e tantas outras, e ali, sentado, bebia o meu Gin Tónico entre névoas de fumo, sentindo o erotismo dos sons, das palavras ditas até o romper da aurora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Das noites dançantes, pegar na toalha e ir refrescar o corpo suado nas águas cálidas do Atlântico ali na praia do Tamar, a seguir à “Boite” que lhe deu o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Tamar.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;"Boite Tamar" - 1º edifício à esquerda.&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Sair da esteira e vir cheirar os cheiros do “Mar Vegetal” nas noites em que o corpo se espreguiçava no corpo dolente de uma africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Dos caminhos sem fim, de passos perdidos ou de vidas achadas no calor da noite onde a bebida escorria entre gargalhadas de circunstância depois de um murmúrio, fez parte da minha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Inesquecível boémia. Não foi muita, mas foi vivida intensamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-6272105324457959364?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/6272105324457959364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=6272105324457959364&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6272105324457959364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/6272105324457959364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/06/inesquecvel-bomia.html' title='Inesquecível Boémia...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-4166219258137143162</id><published>2008-02-12T02:00:00.000Z</published><updated>2008-06-04T05:03:00.716+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>Versos de Amor</title><content type='html'>&lt;embed src="http://marius706.no.sapo.pt/carlos%20paiao%20-%20Versos%20de%20Amor.wma" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius1.no.sapo.pt/versosdeamor.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Sentado no alpendre, olha longamente as sombras da noite. No seu regaço, a companheira que o acompanhava já há algum tempo. Confiava nela, tinha-a sempre pronta a servir-lhe caso tivesse necessidade disso, esperava bem que não. Fazia dois anos que estavam juntos. Olhou para as suas botas. Botas que palmilharam muitas léguas, muitos caminhos percorridos, sempre as mesmas. Embora desgastadas pelo tempo faziam parte do seu corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;As sombras alongavam-se. Ali estava ele, sozinho na noite sempre há espera de um amanhã que poderia não chegar. Pegou na sua companheira, a sua arma, e deambulou pelo quartel. Figura esbelta, a lua alongava a sua sombra como a levá-lo para o outro lado do Atlântico. No bolso do seu camuflado, surgia a ponta de algo que recebera nesse dia. Era sempre uma alegria para aqueles homens quando recebiam a volta do correio. Rostos tisnados pelo sol implacável, endurecidos pelas lutas, pelas caminhadas, pelas incertezas, na hora do correio, aqueles mesmos rostos, abriam-se como crianças à espera de um brinquedo. A alegria de uns era a tristeza de outros por não receberem nada que lhes acalentasse a solidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pegou mais uma vez naquela carta. Já a tinha lido dezenas de vezes, mas era como se fosse sempre a primeira. No dia seguinte partiria de novo. Não sabia se iria regressar. Entra no seu quarto. Um cubículo. A sua cama resguardada pelo mosquiteiro aguardava-o. Mas ele não o fez. Puxou de um banco e sentou-se junto à mesa que lhe servia de escrivaninha. Pegou na folha em branco, olhou para ela e, com lágrimas nos olhos, talvez pela última vez, escreveu... Versos de Amor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;&lt;center&gt;Cantam os pássaros no céu,&lt;br /&gt;Como é lindo o seu cantar,&lt;br /&gt;Cantam, quando os lábios teus,&lt;br /&gt;Aos meus se vão juntar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;….&lt;br /&gt;….&lt;br /&gt;13Mai73&lt;/EM&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-4166219258137143162?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/4166219258137143162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=4166219258137143162&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/4166219258137143162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/4166219258137143162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/02/versos-de-amor.html' title='Versos de Amor'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-14915170750886082</id><published>2008-02-12T01:22:00.000Z</published><updated>2008-06-06T03:18:26.688+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>Monangambééé...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://musicafricana.com.sapo.pt/Ruy%20Mingas%20-%20Monangambe.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius1.no.sapo.pt/monangamba.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; As conversas são como as cerejas, já diz o ditado popular. Ao ler as estórias do meu mano &lt;a href="http://leaoverde.blog.simplesnet.pt/" target="_blank"&gt;Leaoverde&lt;/a&gt;, é verde, nem toda gente é perfeita &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;, desfiando recordações que são mútuas, e pesquisando para um trabalho que tem como base dar a conhecer a música de Angola eis que me deparo com um “site” onde estão reunidas muitas das músicas que, quando kandengue (criança) e adolescente, ouvia amiudadamente na rádio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://mmeixide.multiply.com/music/item/373" target="_blank"&gt;Mi ma!!!! Canto peixe!!!!!!&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A rádio era, para quem lá estava, a única companhia pois não havia televisão. Era mau?... Nem pensar!... os miúdos dessa época ocupavam o tempo não sentados em frente à TV ou a jogar “Games Boys”, mas a fazer os seus próprios brinquedos. A rua era o seu mundo a brincadeira a sua estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Hoje estou ouvindo músicas de cantores que fizeram história no meu tempo. O título da música que estão a ouvir, «Monangambe», cantada pelo Ruy Mingas, faz-me recordar uma frase que, quando garotos, dizíamos ao pessoal contratado que ia em pé, atrás, nas carrinhas para o local de trabalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Monangambééé... – dizíamos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou nas “carinha” e tu vais a pé – retorquiam eles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;… E era verdade, enquanto eles iam na carrinha nós íamos a pé,… em frente para um futuro, ceifado pelos canos das espingardas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;"Monangamba"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela roça grande não tem chuva&lt;br /&gt;é o suor do meu rosto que rega as plantações;&lt;br /&gt;Naquela roça grande tem café maduro&lt;br /&gt;e aquele vermelho-cereja&lt;br /&gt;são gotas do meu sangue feitas seiva.&lt;br /&gt;O café vai ser torrado&lt;br /&gt;pisado, torturado,&lt;br /&gt;vai ficar negro,&lt;br /&gt;negro da cor do contratado.&lt;br /&gt;Negro da cor do contratado!&lt;br /&gt;Perguntem as aves que cantam,&lt;br /&gt;aos regatos de alegre serpentear&lt;br /&gt;e ao vento forte do sertão:&lt;br /&gt;Quem se levanta cedo? quem vai a tonga?&lt;br /&gt;Quem traz pela estrada longa&lt;br /&gt;a tipoia ou o cacho de dendém?&lt;br /&gt;Quem capina e em paga recebe desdem&lt;br /&gt;fuba podre, peixe podre,&lt;br /&gt;panos ruins, cinquenta angolares&lt;br /&gt;"porrada se refilares"?&lt;br /&gt;Quem?&lt;br /&gt;Quem faz o milho crescer&lt;br /&gt;e os laranjais florescer&lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;Quem dá dinheiro para o patrão comprar&lt;br /&gt;maquinas, carros, senhoras&lt;br /&gt;e cabeças de pretos para os motores?&lt;br /&gt;Quem faz o branco prosperar,&lt;br /&gt;ter barriga grande - ter dinheiro?&lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;E as aves que cantam,&lt;br /&gt;os regatos de alegre serpentear&lt;br /&gt;e o vento forte do sertão&lt;br /&gt;responderão:&lt;br /&gt;- "Monangambééé..."&lt;br /&gt;Ah! Deixem-me ao menos subir às palmeiras&lt;br /&gt;Deixem-me beber maruvo, maruvo&lt;br /&gt;e esquecer diluído nas minhas bebedeiras&lt;br /&gt;- "Monangambéé...'"&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT size=1&gt;António Jacinto (Poeta angolano, 1924-1991) de Poemas, 1961&lt;/font&gt;&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;À barriga gorda do patrão de outrora outros “patrões” de agora, enchem a sua, à custa de um povo sofredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aiuê Angolê&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT size=1&gt;Músicas de Angola e não só!...&lt;br /&gt;&lt;img src="http://duouronegro.com.sapo.pt/luanda.jpg" width="200"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://duouronegro.com.sapo.pt/musicafricana.html" target="_blank"&gt;&lt;EM&gt;Clicar aqui&lt;/EM&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-14915170750886082?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/14915170750886082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=14915170750886082&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/14915170750886082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/14915170750886082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/06/monangamb.html' title='Monangambééé...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-4044846559478981069</id><published>2008-02-12T01:21:00.000Z</published><updated>2008-06-06T03:17:44.965+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>"Hoje não vou chorar"!...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://marius5.com.sapo.pt/Cesaria_Sodade.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt; &amp;nbsp; Ai Cesária, quantas lágrimas vertidas na melancolia do meu recanto, ouvindo os sons do mar azul, relembrando os corpos de mulher perfumados, das cacimbas, da moamba, da mãe preta carregando seu moleque nas costas indo na floresta carregar lenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ai que saudades me trazes Cesária, quando tinha a lua por minha testemunha nos arrebates do coração por mais uns momentos sensuais naquele mar imenso de matagal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ai que saudades daqueles momentos estonteantes, do rodopio pela sala, dançando uma coladera ou, então, encostando o meu corpo, num gesto voluptuoso, contra o corpo quente de uma africana ao som de uma morna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbspAi  que saudades aiué!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius5.com.sapo.pt/cesariaevora.jpg" width="400"&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://marius5.com.sapo.pt/cesaria.html" target="_blank"&gt;&lt;EM&gt;Clicar aqui&lt;/EM&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-4044846559478981069?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/4044846559478981069/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=4044846559478981069&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/4044846559478981069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/4044846559478981069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/06/hoje-no-vou-chorar.html' title='&quot;Hoje não vou chorar&quot;!...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-4158961701077803318</id><published>2006-06-04T18:12:00.001+01:00</published><updated>2008-06-04T01:54:22.197+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>Até Sempre Raul Indipwo.</title><content type='html'>&lt;embed src="http://cevora.com.sapo.pt/.Luanda.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius1.no.sapo.pt/raulindipwo.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://duouronegro.com.sapo.pt/Amanha.wma" target="_blank"&gt;Amanhã&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;a href="http://duouronegro.com.sapo.pt/Au%20revoir%20Sylvie.wma" target="_blank"&gt;Au revoir Sylvie&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;a href="http://duouronegro.com.sapo.pt/Cidralea.wma" target="_blank"&gt;Cidrálea&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;a href="http://duouronegro.com.sapo.pt/Garota.wma" target="_blank"&gt;Garota&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://duouronegro.com.sapo.pt/Kurikutela.wma" target="_blank"&gt;Kurikutela&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;a href="http://duouronegro.com.sapo.pt/Maria%20Rita.wma" target="_blank"&gt;Maria Rita&lt;/a&gt; &amp;nbsp;  &lt;a href="http://duouronegro.com.sapo.pt/Muamba_Banana_e_Cola.wma" target="_blank"&gt;Muamba, Banana e Cola&lt;/a&gt; &amp;nbsp; &lt;a href="http://duouronegro.com.sapo.pt/Muxima.wma" target="_blank"&gt;Muxima&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;STRONG&gt;&amp;nbsp;Muito de mim Raul parte contigo. Ficam os sons dessa Terra que tudo me deu e tudo me tirou excepto... as Recordações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://duouronegro.com.sapo.pt/duouronegro.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aiuê Angolê.&lt;/STRONG&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-4158961701077803318?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/4158961701077803318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=4158961701077803318&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/4158961701077803318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/4158961701077803318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/06/at-sempre-raul-indipwo.html' title='Até Sempre Raul Indipwo.'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8406390369659745791.post-2334790079743075121</id><published>2005-04-05T19:09:00.000+01:00</published><updated>2009-08-19T21:42:10.467+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luanda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>Luanda</title><content type='html'>&lt;embed src="http://ouronegro.com.sapo.pt/Amanha.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="loanda.jpg" src="http://marius70.no.sapo.pt/luanda.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Creio que será a última vez que te vejo, que te direi adeus! Em ti cresci, pelas ruelas e, a cada passo, me fui tornando num ser diferente. Em meu rosto foram-se cravando os ritos da mudança. Em principio, uma pequena penugem que foi engrossando em cada dia que passava. Nas tuas mariposas perdi a inocência. Nas tuas cubatas descobri a essência do medo, do pecado e do prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Debaixo do teu embondeiro, parei e ali fiquei como kandengue que vai espreitar na casa do branco, à espera dela, que ela me olhasse que me dissesse um sim que nunca veio. Descobri o amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nas tuas barrocas de areia branca brinquei, lançava-me no espaço como pássaro sai voando à procura do vento ideal para poder planar sobre aquele mar desenhado lá ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Da tua marginal que com a sua língua de terra nos ligava à ilha das palmeiras e praias fervilhantes de vida, onde uma morena qualquer se banhava e se deliciava com os seus raios solares na sua pele fresca de juventude. À noite, corpos estonteantes gingavam seu corpo nas tuas noites cálidas de África e se ofereciam ao olhar guloso e sequioso de uns quantos ali no Bairro Operário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O teu Verão, é sol é vida que renasce sempre que há um amanhã. As tuas acácias em flor que coloriam aquelas encostas da fortaleza, as makas no musseque, talvez no Sambizanga, onde tiros riscavam a noite escura, de ciúmes e de conflitos conjugais. Mas há sempre um outro dia em S.Paulo, na Terra Nova, na Boavista e no Miramar onde entre as moitas se ouviam lânguidos gemidos numa paixão avassaladora de mulata.&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ao entardecer, um pôr-do-sol de uma beleza estonteante fazia-me sentir como embriagado perante tanta beleza, que me ofuscava a alma, e me bulia os sentidos.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;  &amp;nbsp;Quando de ti me fui embora, pensei levar uma réstia de ti, num piscar de olhos, num fechar de mão. Há sentimentos que não se compram, há momentos da nossa vida que não podemos dar, pois são momentos nossos, egoisticamente nossos e de mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Hoje, onde os ritos do meu rosto estão mais cravados e o meu olhar mais ténue, vem-me as ilusões, suores, recordações de um dia que se foi e não mais voltou, juventude que se perdeu de um passado feito presente que voou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8406390369659745791-2334790079743075121?l=tervermelha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tervermelha.blogspot.com/feeds/2334790079743075121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8406390369659745791&amp;postID=2334790079743075121&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/2334790079743075121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8406390369659745791/posts/default/2334790079743075121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tervermelha.blogspot.com/2008/02/luanda.html' title='Luanda'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
