No Maxime, no Embaixador, nos mais famoso cabarets de Luanda não podia faltar o Alex que vi atuar no Cine Restauração e no Cine Colonial.
Nas fotos (que me ofereceu mas sem compromissos) com a irmã Xela (Alex ao contrário que também atuava com ele).
09/02/18
20/12/17
EDAL - Estofos de Angola
5ª Avenida da Zona Industrial - Cazenga - Luanda
Sempre gostei de desenhar. Não tinha, nem tenho, muito jeito para o desenho imaginativo, excepto quando fui desenhador na Empresa Edal – Estofos de Angola, onde tinha como função a criação de diversos tipos de mobiliário, uns a pedido do cliente, outros para nova gama de produtos a lançar no mercado pela Empresa. Saí-me sempre bem dessa função e tenho muito orgulho pelo que fiz nessa empresa que me ficou no coração.
Andava na Escola Industrial de Luanda, como trabalhador/estudante (ensino noturno), trabalhando de dia nas oficinas da União Comercial de Luanda, quando soube de uma vaga como desenhador na EDAL. Concorri e lá fiquei.
O meu estirador de desenho era ainda de régua T tipo escola, só tendo sido alterada para um estirador moderno, um ano depois.
A EDAL era uma filial da MOLAFLEX, fundada pelo avô do atual Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.
A EDAL foi inaugurada já sobre a direção do pai dele, Rui Höfle de Araújo Moreira.
Foi um trabalho muito criativo, tendo um dos pontos mais altos, a decoração de uma ala do Aeroporto de Luanda. Quando regressei a Luanda em 89 passei por lá e ainda lá estava o que tinha idealizado no meu estirador de desenho. :)
Depois da tropa continuei como desenhador na Empresa. A situação complicou-se com a guerra civil em Luanda. Alguns trabalhadores quando se dirigiam para a Empresa foram roubados e presos por um dos "movimentos" que gladiava pelo controle de Luanda.
Pedi um jeep e juntamente com o motorista fui ao quartel desse "movimento" no Cazenga. Os soldados falavam francês e sorte minha ter tido francês na Industrial. Pedi que um oficial viesse falar comigo. Assim foi. Esse falava português e ouvida a situação, disse-lhe que gostaria de levar os trabalhadores pois sem eles a Empresa não podia funcionar. Acedeu ao meu pedido, "insultou" quem tinha preso os trabalhadores que, depois de um grande abraço, entraram no jeep mas sem antes referirem que queriam o que lhes tinha sido roubado, disse-lhes que o bem mais precioso que tinham era a vida e ala para a EDAL.
Mais tarde devido à violência se ter generalizado e o Cazenga ter sido um dos bairros mais "castigados", mudamos provisoriamente as instalações para a Marginal de Luanda.
Em Setembro de 1975 comprei bilhete de avião de ida e volta, e quando lá voltei, 14 anos depois, ainda laborava e os meus olhos ficaram mar.
Nestas fotos estão alguns que comigo trabalharam. Na p&b os que estão assinalados com seta, trabalhavam na produção, os da foto a cores trabalhavam comigo na sala de desenho.
Sempre gostei de desenhar. Não tinha, nem tenho, muito jeito para o desenho imaginativo, excepto quando fui desenhador na Empresa Edal – Estofos de Angola, onde tinha como função a criação de diversos tipos de mobiliário, uns a pedido do cliente, outros para nova gama de produtos a lançar no mercado pela Empresa. Saí-me sempre bem dessa função e tenho muito orgulho pelo que fiz nessa empresa que me ficou no coração.
Andava na Escola Industrial de Luanda, como trabalhador/estudante (ensino noturno), trabalhando de dia nas oficinas da União Comercial de Luanda, quando soube de uma vaga como desenhador na EDAL. Concorri e lá fiquei.
O meu estirador de desenho era ainda de régua T tipo escola, só tendo sido alterada para um estirador moderno, um ano depois.
A EDAL era uma filial da MOLAFLEX, fundada pelo avô do atual Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.
A EDAL foi inaugurada já sobre a direção do pai dele, Rui Höfle de Araújo Moreira.
Foi um trabalho muito criativo, tendo um dos pontos mais altos, a decoração de uma ala do Aeroporto de Luanda. Quando regressei a Luanda em 89 passei por lá e ainda lá estava o que tinha idealizado no meu estirador de desenho. :)
Depois da tropa continuei como desenhador na Empresa. A situação complicou-se com a guerra civil em Luanda. Alguns trabalhadores quando se dirigiam para a Empresa foram roubados e presos por um dos "movimentos" que gladiava pelo controle de Luanda.
Pedi um jeep e juntamente com o motorista fui ao quartel desse "movimento" no Cazenga. Os soldados falavam francês e sorte minha ter tido francês na Industrial. Pedi que um oficial viesse falar comigo. Assim foi. Esse falava português e ouvida a situação, disse-lhe que gostaria de levar os trabalhadores pois sem eles a Empresa não podia funcionar. Acedeu ao meu pedido, "insultou" quem tinha preso os trabalhadores que, depois de um grande abraço, entraram no jeep mas sem antes referirem que queriam o que lhes tinha sido roubado, disse-lhes que o bem mais precioso que tinham era a vida e ala para a EDAL.
Mais tarde devido à violência se ter generalizado e o Cazenga ter sido um dos bairros mais "castigados", mudamos provisoriamente as instalações para a Marginal de Luanda.
Em Setembro de 1975 comprei bilhete de avião de ida e volta, e quando lá voltei, 14 anos depois, ainda laborava e os meus olhos ficaram mar.
Nestas fotos estão alguns que comigo trabalharam. Na p&b os que estão assinalados com seta, trabalhavam na produção, os da foto a cores trabalhavam comigo na sala de desenho.
04/12/12
14 anos depois
Estória de um regresso a Luanda, 14 anos depois
Avª D. João II, ano da graça do Senhor - 1989.
Onde era o Café Palladium (esquina da Combatentes com a D. João II) em plena via pública estava um sujeito com uma cadeira de rodas a vender jornais. Fui lá e dei 50 kwanzas, recebi o jornal e aguardei pelo troco.
Como ele nunca me dava perguntei se o jornal custava 50 K e ele disse-me que não, custava 20, mas que não tinha troco para me dar, disse-me que o dinheiro mais 'baixo' nessa altura (devido à inflação) eram mesmo os 50 k.
Ri-me do assunto, fiz de conta que acreditei, pois não me aquecia nem arrefecia e a ele dava-lhe um grande jeito o dinheiro, e fui-me embora.
Foi a única vez para mim que a 'gorgeta' foi superior ao valor da compra!
Foto tirada do Hotel Alameda (onde fiquei).
Avª D. João II, ano da graça do Senhor - 1989.
Onde era o Café Palladium (esquina da Combatentes com a D. João II) em plena via pública estava um sujeito com uma cadeira de rodas a vender jornais. Fui lá e dei 50 kwanzas, recebi o jornal e aguardei pelo troco.
Como ele nunca me dava perguntei se o jornal custava 50 K e ele disse-me que não, custava 20, mas que não tinha troco para me dar, disse-me que o dinheiro mais 'baixo' nessa altura (devido à inflação) eram mesmo os 50 k.
Ri-me do assunto, fiz de conta que acreditei, pois não me aquecia nem arrefecia e a ele dava-lhe um grande jeito o dinheiro, e fui-me embora.
Foi a única vez para mim que a 'gorgeta' foi superior ao valor da compra!
Foto tirada do Hotel Alameda (onde fiquei).
28/07/11
Textang
Textang, um dos clubes onde a minha presença era uma constante. Localizado no B. da Boavista onde, com os meus manos e amigas, íamos à praia junto ao porto de abrigo. Foi neste clube que começou um namoro que acabou em casamento, o meu. Ao som dos cantores e conjuntos da época, Lindomar Castilho, Roberto Carlos, Nelson Ned, Nilton César, dos Credence, The Archies, Otis Redding, Percy Sledge, do “Tango dos Barbudos”, dos Pasodobles, era na Textang que passava, quase sempre os Domingos à tarde.
Encostados, de cigarro na boca só para o estilo, de longe mirávamos a rapariga que se pretendia para dançar e fazíamos sinal quase imperceptível, para não dar muito nas vistas, que a procura era muita e a oferta pouca.
Acontecia muitas vezes, haver mais que um rapaz a fazer sinal à mesma rapariga e depois era o bom e o bonito quando ela se levantava e pensando que era para nós, passava ao lado e ia dançar com outro. Disfarçava-se o melhor que se podia o caricato da situação e lá íamos de novo para o canto.
As miúdas casadoiras iam com os pais ou com amigas e o cochichar delas era para nós incómodo pois não sabíamos do que falavam e podia ser um ‘bota-abaixo’ à nossa forma de dançar ou elogios. Só elas é que sabiam do que falavam. Felizmente fui sempre bom dançarino e embora tivesse passado algumas situações acima descritas, raramente não dançava.
O ‘travão’ que elas colocavam (braço em frente ao peito), impediam qualquer ‘avanço’ mais malicioso da nossa parte mas, aos poucos, iam cedendo, pois de tanto rodopio as ‘defesas’ iam abaixo e quando davam conta já estávamos encostados. Mas também haviam mulheres mais maduras que iam lá sozinhas para ‘encontrarem’ um parceiro ocasional. Esta história foi verídica e passou-se com um amigo meu. Ele fez sinal a uma mulher trintona e eis que quando ela se levanta verificámos que coxeava. Como ela veio ao encontro dele que remédio teve ele senão dançar o ‘slow’ que nesse momento tocava. Era uma música do Percy Sledge (nunca me esqueci desse pormenor).
E lá foram eles enlaçados, muito juntinhos, e ela para cima e para baixo consoante o pé que poisava. Quase a música acabada, ele lança-nos um pedido de socorro. Pediu-nos para o rodearmos e para irmos para a casa de banho. Assim fizemos e tinha acontecido o inevitável. Com tanto ‘roço’ o nosso amigo não aguentou e…
Calças e cuecas lavadas. Secou-se o mais possível e a camisa ‘cintada’ (muito utilizada na época) por fora, serviu de resguardo ao molhado que se notava. Foi um riso pegado entre nós.
Depois da farra acabada, vi-a indo pela Avª da Boavista, no seu coxear, perdendo-se no escuro da noite.
10/11/10
S.M.A.E.
Cinema dos S.M.A.E., Rua Artur de Paiva – Luanda. Um cinema que marcou muito da minha infância. Parece que ainda estou a vê-lo. Entrada de portão de ferro. Ao fundo, do lado esquerdo, a bilheteira, entrada de tabiques de madeira. Cadeiras dispostas em declive inicial mas depois todas ao mesmo nível. O ecrã com palco onde actuavam os artistas convidados, um pequeno bar.
Cinema dos S.M.A.E., quantos filmes ali vi. Era certo e sabido que aos fins-de-semana era "obrigatório" ir até lá.
Quantas farras foram lá dançadas, quantos fins de ano ali se passaram. Ali ouvi o fado pelo cantor Vasco Rafael, ali ouvi cantar o meu artista preferido do meu tempo de garoto… Joselito. Veio apresentar o filme “Louca Juventude” (Loca Juventud-1965) e aos pedidos de cantar velhos êxitos dele, “Campanera”, “Malaguena Salerosa” e tantos outros, lá cantou mas a voz já não era daquele “pequeno rouxinol” que tanto me encantou e foi pena ele ter cedido aos pedidos. O meu “Pequeno Coronel” “morreu” ali.
Dia de praia. Calor abrasador. Ao fim da tarde fui com a minha namorada (na altura, hoje minha mulher) até à SMAE ver mais um filme. Comecei a ficar febril. O corpo tremia, tinha apanhado uma insolação. A namorada perguntava se tinha alguma coisa e eu para não dar parte de fraco dizia que não mas não parava de tremer. O filme decorria e mentalizei-me que não tinha nada. Com o poder da mente aguentei até ao fim e levei a namorada a casa. Depois estive uma semana de cama…
Cinema dos S.M.A.E., ali bem perto do Largo Maria da Fonte. Fez parte da minha vida, fez parte da nossa família lá longe, onde o sol castiga mais.
16/07/10
"Casas" que faziam parte da nossa vida
Urbano de Castro - Mulata
Durante anos convivemos com estas "Casas". Faziam parte da nossa vida em Luanda, pois de uma forma geral todos nós as conhecíamos, uns mais que outros por serem deste ou daquele bairro e por isso mais próximos de quem lá vivia. Aqui ficam as publicidades dessas "casas". Para as ver melhor, basta clicar em cima das imagens.
Quem morava no meu Bairro de S. Paulo, quem é que não conhecia a "FOTO BELEZA" do pai dos amigos Fernando e Henrique?
A famosa "Pastelaria Vouzelense" dos irmãos Tojal.
Da "Fábrica de Borracha", no Macambira, junto à nossa Escola João Crisóstomo na Vila Alice.
Do "Dantas e Valadas" na baixa luandense
Da "Marisqueira Amazonas", com a sua esplanadana, na Avª Restauradores
Boas recordações!
Durante anos convivemos com estas "Casas". Faziam parte da nossa vida em Luanda, pois de uma forma geral todos nós as conhecíamos, uns mais que outros por serem deste ou daquele bairro e por isso mais próximos de quem lá vivia. Aqui ficam as publicidades dessas "casas". Para as ver melhor, basta clicar em cima das imagens.
Quem morava no meu Bairro de S. Paulo, quem é que não conhecia a "FOTO BELEZA" do pai dos amigos Fernando e Henrique?
A famosa "Pastelaria Vouzelense" dos irmãos Tojal.
Da "Fábrica de Borracha", no Macambira, junto à nossa Escola João Crisóstomo na Vila Alice.
Do "Dantas e Valadas" na baixa luandense
Da "Marisqueira Amazonas", com a sua esplanadana, na Avª Restauradores
Boas recordações!
17/12/09
Angola, Anos 70
Boas Festas e Feliz Ano 2010!
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